Existem tipos diferentes de empreendedores
Quando o empreendedorismo começou a despontar como opção de carreira entre universitários, acreditava-se que a educação empreendedora se dava, basicamente, pela pratica. “As universidades convidavam donos de negócios para fazer uma palestra. Era um empreendedor ensinando alunos como serem empreendedores”, disse Aulet. “Não existia espaço na academia para discutir esse assunto.”
Quando o empreendedorismo começou a despontar como opção de carreira entre universitários, acreditava-se que a educação empreendedora se dava, basicamente, pela pratica. “As universidades convidavam donos de negócios para fazer uma palestra. Era um empreendedor ensinando alunos como serem empreendedores”, disse Aulet. “Não existia espaço na academia para discutir esse assunto.”
Conforme a demanda dos alunos foi crescendo, o MIT percebeu que esse conceito era muito generalizado e pouco ajudava quem realmente tinha ambições de se tornar empreendedor. A universidade decidiu adotar uma abordagem empreendedora para tratar do assunto.
"Resolvemos mapear quem eram os nossos clientes, ou seja, quem eram os alunos que buscavam abrir um negócio.” O que se descobriu é que existem perfis diferentes de quem almeja essa carreira: o aluno que está apenas interessado em empreendedorismo, mas ainda não sabe se quer ou não abrir um negócio; aquele que tem um negócio na família e busca melhorá-lo; o estudante que deseja ter uma postura empreendedora, dentro de uma grande corporação, o intraempreendedor; e, finalmente, o aluno que quer abrir uma startup. “Isso nos ajudou a criar uma maneira de ensinar que conseguisse suprir as necessidades de todos os públicos.”
Credenciais não significam nada
A oferta de professores de empreendedorismo não acompanha a demanda de alunos interessados no assunto. “Temos vagas em aberto no MIT. Ensinar empreendedorismo não é como ensinar química. Quando se ensina química, existe um roteiro a ser seguido, basicamente apoiado em problemas e o aluno tem de buscar a solução.” Matérias como química e matemática são ensinadas por professores cujas credenciais acadêmicas justificam ele estar ali. “No meio empreendedor, um MBA não significa nada. O aluno quer conteúdo valioso, que ajude ele de maneira rápida. O professor tem de ser muito afiado para dar as respostas que os estudantes precisam.” Da mesma maneira, o background do aluno significa muito pouco. "A beleza do empreendedorismo é que qualquer pessoa pode se tornar um empreendedor de sucesso. Ninguém pergunta quem seus pais são, ou de onde ele vem. As perguntas são quantos clientes ele conseguiu e quantos produtos vendeu."
A oferta de professores de empreendedorismo não acompanha a demanda de alunos interessados no assunto. “Temos vagas em aberto no MIT. Ensinar empreendedorismo não é como ensinar química. Quando se ensina química, existe um roteiro a ser seguido, basicamente apoiado em problemas e o aluno tem de buscar a solução.” Matérias como química e matemática são ensinadas por professores cujas credenciais acadêmicas justificam ele estar ali. “No meio empreendedor, um MBA não significa nada. O aluno quer conteúdo valioso, que ajude ele de maneira rápida. O professor tem de ser muito afiado para dar as respostas que os estudantes precisam.” Da mesma maneira, o background do aluno significa muito pouco. "A beleza do empreendedorismo é que qualquer pessoa pode se tornar um empreendedor de sucesso. Ninguém pergunta quem seus pais são, ou de onde ele vem. As perguntas são quantos clientes ele conseguiu e quantos produtos vendeu."
Velocidade é tudo
A velocidade, diz Aulet, deve ser uma premissa do ensino do empreendedorismo. “Se um aluno pergunta a você sobre financiamento, você não pode dizer que essa é uma matéria que só será ensinada dali a seis meses, porque muitas vezes ele está criando uma empresa e não tem tempo de esperar.” Além disso, a educação empreendedora não é um tipo de educação regular. Faz parte do papel do professor passar aos estudantes habilidades que não são exatas, como aceitar o fracasso, ter resiliência e buscar inovações. “É sobre abraçar o espírito empreendedor, sobre abraçar o fracasso”, diz Alet. Ao mesmo tempo, o docente deve transmitir a disciplina necessária para que todas essas “soft-skills” sejam bem usadas. “O empreendedor tem de ser muito disciplinado em sua carreira. Porque, se ele não for, simplesmente não terá dinheiro para pagar seus funcionários no final da semana.” A solução encontrada pelo MIT foi misturar aulas teóricas com aulas práticas – mais ou menos como no curso de medicina. Hoje, a instituição oferece, além das aulas in loco, cursos online sobre temas diversos – desde como ter a ideia de um produto até como buscar investidores - que podem ser acessadas pelos alunos a qualquer hora. Workshops, competições de startups e hackatons também fazem parte da educação formal oferecida pela universidade.
A velocidade, diz Aulet, deve ser uma premissa do ensino do empreendedorismo. “Se um aluno pergunta a você sobre financiamento, você não pode dizer que essa é uma matéria que só será ensinada dali a seis meses, porque muitas vezes ele está criando uma empresa e não tem tempo de esperar.” Além disso, a educação empreendedora não é um tipo de educação regular. Faz parte do papel do professor passar aos estudantes habilidades que não são exatas, como aceitar o fracasso, ter resiliência e buscar inovações. “É sobre abraçar o espírito empreendedor, sobre abraçar o fracasso”, diz Alet. Ao mesmo tempo, o docente deve transmitir a disciplina necessária para que todas essas “soft-skills” sejam bem usadas. “O empreendedor tem de ser muito disciplinado em sua carreira. Porque, se ele não for, simplesmente não terá dinheiro para pagar seus funcionários no final da semana.” A solução encontrada pelo MIT foi misturar aulas teóricas com aulas práticas – mais ou menos como no curso de medicina. Hoje, a instituição oferece, além das aulas in loco, cursos online sobre temas diversos – desde como ter a ideia de um produto até como buscar investidores - que podem ser acessadas pelos alunos a qualquer hora. Workshops, competições de startups e hackatons também fazem parte da educação formal oferecida pela universidade.
Generalidades não criam vencedores
Ensinar um aluno que está criando uma empresa de energia éolica é bastante diferente de orientar outro, que pretende desenvolver uma rede social. “São áreas muito diversas e o estudante precisa saber sobre as especificidades da área em que está entrando”, afirmou Aulet. Foi preciso, portanto, criar um ecossistema que permita que todos esses alunos convivam e troquem ideias – e também estimular a entrada de mentores e coaches na universidade. No MIT, alunos de diferentes cursos têm acesso ao centro de empreendedorismo. Os estudantes de engenharia e direito, por exemplo, podem ajudar o empreendedor que precisa de conhecimento nessas áreas. O espaço para o ensino de empreendedorismo na universidade deve ser compartilhado por alunos com diferentes backgrounds.
Ensinar um aluno que está criando uma empresa de energia éolica é bastante diferente de orientar outro, que pretende desenvolver uma rede social. “São áreas muito diversas e o estudante precisa saber sobre as especificidades da área em que está entrando”, afirmou Aulet. Foi preciso, portanto, criar um ecossistema que permita que todos esses alunos convivam e troquem ideias – e também estimular a entrada de mentores e coaches na universidade. No MIT, alunos de diferentes cursos têm acesso ao centro de empreendedorismo. Os estudantes de engenharia e direito, por exemplo, podem ajudar o empreendedor que precisa de conhecimento nessas áreas. O espaço para o ensino de empreendedorismo na universidade deve ser compartilhado por alunos com diferentes backgrounds.
A métrica deve mudar
Aulet acredita que uma universidade que forma empreendedores não deve medir seu sucesso pela quantidade de empresas criadas por alunos e ex-alunos. “Nós temos de dar a ferramentas a eles e isso fará diferença em suas vidas. A sociedade precisa do empreendedorismo porque ele gera desenvolvimento econômico, ele melhora o mundo”, diz. “Temos de incluir todos nesse ecossistema. Essa oportunidade precisa existir para as mais diferentes pessoas.”
Aulet acredita que uma universidade que forma empreendedores não deve medir seu sucesso pela quantidade de empresas criadas por alunos e ex-alunos. “Nós temos de dar a ferramentas a eles e isso fará diferença em suas vidas. A sociedade precisa do empreendedorismo porque ele gera desenvolvimento econômico, ele melhora o mundo”, diz. “Temos de incluir todos nesse ecossistema. Essa oportunidade precisa existir para as mais diferentes pessoas.”
* A jornalista viajou para Medellin a convite da Endeavor
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Conhecida como ‘Netflix da educação’, a Eduk pretende alcançar uma receita de R$ 40 milhões em 2015, o dobro da registrada no ano passado. A empresa brasileira exibe diariamente uma programação de cursos ao vivo dos mais diversos assuntos, de fotografia a adestramento de cães. Os vídeos ficam disponíveis sob demanda após a exibição para os mais de 60 mil assinantes.
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Conhecida como ‘Netflix da educação’, a Eduk pretende alcançar uma receita de R$ 40 milhões em 2015, o dobro da registrada no ano passado. A empresa brasileira exibe diariamente uma programação de cursos ao vivo dos mais diversos assuntos, de fotografia a adestramento de cães. Os vídeos ficam disponíveis sob demanda após a exibição para os mais de 60 mil assinantes.
Para assistir de graça a qualquer um dos três cursos exibidos diariamente, basta fazer um cadastro no site. A plataforma permite a interação entre os participantes e os professores, já que os programas são exibidos ao vivo. Cada curso tem duração de três horas e acontece ao longo de três dias. Quem não consegue assistir tudo, precisa pagar a assinatura, que custa a partir de R$ 19,90, para assistir aos vídeos.
Segundo Robson Catalan, cofundador e diretor da Eduk, as assinaturas alavancaram o crescimento da empresa. “Nós tivemos a ideia de criar planos de assinatura há três meses. Já conseguimos 60 mil assinantes e alguns vídeos chegam a ter 30 mil pessoas assistindo ao vivo”, conta o executivo.
Para garantir a qualidade das transmissões, a Eduk investiu em infraestrutura. Há três meses, a empresa se mudou para um escritório maior em São Paulo, que conta com cinco estúdios equipados com câmeras e cenografia. A empresa possui 150 funcionários que são responsáveis pela transmissão de mais de 200 horas de programação de aulas por mês.
Gastronomia é o curso mais procurado e com o maior número de acessos. “Criamos um grupo no Facebook para que os alunos compartilhem experiências. Temos mais de 200 mil integrantes”, conta Catalan. A empresa também oferece cursos em áreas como fotografia, artesanato, moda e até mesmo jardinagem. Profissionais renomados, como o fotógrafo J. R. Duran, o adestrador Alexandre Rossi e a apresentadora Palmirinha, estão entre os professores.
Expansão. A Eduk acaba de começar o processo de expansão global. A empresa já começou a realizar aulas em espanhol para atender a outros países da América Latina. No México, a empresa já possui audiência de 300 mil pessoas por mês e pretende lançar o modelo de assinaturas até o final do ano.